Temer está em constante contato com os comandantes das Forças Armadas nos últimos dias. Durante as manifestações em Brasília os atos de vandalismos mostraram ao Brasil o que podem vir a ser os dias após o impeachment.

Acossado por denúncias de delatores da J&F na Lava Jato, o presidente Michel Temer manteve uma reunião com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e os três comandantes das Forças Armadas: Aeronáutica, Marinha e Exército. Muitos assessores do presidente se questionaram sobre o porquê do encontro de Temer com os militares num instante em que a crise era política, sobretudo. Dada a desconfiança em relação ao encontro, uma manifestação oficial sobre a reunião só veio a público bem mais tarde. O comandante do Exército, general Villas Bôas, tentou transmitir, por meio de nota, um clima de normalidade. Afirmou, na ocasião, que a “conjuntura atual” foi discutida e que a atuação do Exército tem por base os “pilares da estabilidade, legalidade e legitimidade…”.

acabe com dores

Cinco dias após o encontro, Temer decidiu convocar as tropas federais para conter as manifestações contra seu governo. Estas ações estão sendo interpretadas por analistas políticos como o início de uma transição de poder. Diante do caótico quadro político, econômico e social que o Brasil está vivendo o presidente Michel Temer está preocupado com o que poderia vir a acontecer com a realização de mais um impeachment.

Com um cenário de polarização política entre extrema direita e extrema esquerda o Brasil pode viver uma verdadeira guerra civil. Constitucionalmente a deposição de Temer deveria ser seguida por uma eleição indireta que elegeria um novo presidente para comandar o Brasil até 31 de dezembro de 2018. No entanto os militantes de esquerda já tentam emplacar um golpe constitucional ao irem as ruas pedir eleições diretas.

O desespero da esquerda por eleições diretas em 2017 está intimamente relacionado com o crescimento de Lula nas pesquisas eleitorais nos últimos meses. A mídia conseguiu o transformar o réu em vítima e a população está comovida pelo fato dele ter perdido a esposa e ter que prestar longo depoimento na Lava Jato. De fato, hoje o Brasil corre sério risco de eleger Lula pela terceira vez.

Com uma condenação em segunda instância Lula estaria fora do jogo político de 2018 e sua militância pode ir ainda mais armada para as ruas para promover depredações e violências. Aí está a possível missão das Forças Armadas. Assumir o poder antes que o caos se estabeleça de vez no Brasil. Ao contrário de 1964 desta vez os militares não irão tirar o presidente a força. A Justiça fará isso de forma democrática e as Forças Armadas farão a transição contendo os possíveis excessos de militantes da extrema esquerda e/ou direita.

Especula-se que o general Hamilton Mourão seja o escolhido para presidir o Brasil durante o período 2017-2018. Mourão é general de 4 estrelas, ainda na chefia do Comando Militar do Sul, não é considerado bom opção nome por MICHEL TEMER. MOURÃO é hoje associado a movimentos ANTI-PT e intervencionistas. Em algumas manifestações foram erguidas “estátuas” em sua homenagem.

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