Desistência de Joaquim Barbosa revela o temor de um massacre eleitoral. O cenário político passa a apontar Jair Bolsonaro como grande favorito para as eleições presidenciais em 2018.

Durante jantar com artistas, na segunda-feira, 19, no Rio, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa afirmou que não será candidato à Presidência da República.

acabe com dores

A recusa em se candidatar teria sido “um banho de água fria” para osartistas esquerdistas. Pelo menos foi o que contou a anfitriã, a produtora cultural Paula Lavigne (esposa de Caetano Veloso). “Eu disse pra ele que se o Bolsonaro fosse eleito, a culpa seria dele.”

O jantar teve a participação de Caetano Veloso, Marisa Monte, Fernanda Lima, Letícia Sabatella, Lázaro Ramos, Fernanda Torres e Thiago Lacerda, entre outros, além do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). De acordo com Paula, “A gente tentou, acho que estamos precisando de um modelo, um modelo diferente de (Donald) Trump (presidente dos EUA) e (João) Doria (prefeito de São Paulo), mas ele disse não”, contou.

Analistas políticos avaliam que o eleitor brasileiro deseja um presidente que não seja um político profissional. Assim como São Paulo elegeu João Dória, um gestor que não tinha vida eleitoral, o brasileiro está propenso a eleger alguém que contrarie o sistema viciado e corrupto. O deputado federal Jair Bolsonaro ganha muito espaço neste cenário e teria como principal opositor Joaquim Barbosa. A desistência de Barbosa somada a uma eventual prisão de Lula torna Bolsonaro praticamente imbatível.

Joaquim Barbosa revelou que a principal razão de sua desistência foi o racismo que ainda impera no Brasil. Segundo o ex-ministro do STF ainda há bolsões de intolerância muito fortes e não declarados no Brasil. No momento em que um candidato negro se apresente, esses bolsões se insurgirão de maneira violenta contra esse candidato. Já há sinais disso na mídia. As investidas da imprensa contra mim já são um sinal”.

Quando ainda era presidente do STF Joaquim Barbosa elogiou a honestidade de Jair Bolsonaro.

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