João Dória está arrumando as malas para abandonar o PSDB e partir para o DEM em busca da realização de seu sonho presidencial. Os tucanos não abrem mão do nome de Geraldo Alckmin, antigo parceiro de Dória e hoje seu maior rival na estratégia de trazer os votos paulistas para a disputa nacional.

A movimentação em campo aberto do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), para “nacionalizar” seu nome com vistas à eleição presidencial de 2018 provocou uma reação do grupo político do seu padrinho, o governador Geraldo Alckmin, que vê suas articulações serem obstruídas pelo afilhado.

acabe com dores

O prefeito aposta na aproximação com partidos como PMDB, DEM e PRB como forma de pressionar o PSDB de fora para dentro. O tucano recebeu a sinalização dessas três legendas de que ele poderia concorrer por elas em 2018.

Segundo fontes próximas ao prefeito João Dória, a maior tendência é a migração para o DEM. O prefeito baiano ACM Neto sinalizou interesse em ser seu vice. Desta maneira a estratégia eleitoral ganharia força ao ter dois grandes berços eleitorais, São Paulo e Bahia.

O prefeito, que teve agenda de candidato em Salvador nesta segunda-feira, vai intensificar ainda mais a rotina de viagens. Estão programadas nos próximos meses visitas ao Tocantins, ao Espírito Santo, a Rondônia e à Paraíba. A ideia é fortalecer a imagem nacionalmente enquanto as investigações da Lava Jato corroem as reputações de Geraldo Alckmin e José Serra, seus rivais no ninho tucano.

Triste é imaginar que Geraldo Alckmin foi o primeiro a estender a mão ao então apresentador João Dória. Uma ampla maioria do PSDB paulista era contra a candidatura de Dória a prefeitura. Hoje envaidecido com o sucesso nas redes sociais o prefeito articula para afastar das eleições de 2018 quem primeiro lhe estendeu a mão.

 

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