Jornalista da revista Veja tentou ser polêmico ao entrevistar o deputado federal Jair Bolsonaro e tomou na cara respostas duras e fortes. Foi uma verdadeira aula sobre o Brasil. Todo jornalista esquerdista deveria ler antes de entrevistar algum representante da Direita.

 

acabe com dores

Você está se candidatando por vaidade, por obsessão?

Não faço isso por obsessão. Entendo que o que acontece comigo é uma missão de Deus e ponto final. Se for a vontade de Deus, se for a missão dele, estarei pronto para cumpri-la.

Então por que o senhor quer disputar a Presidência?

Nós temos tudo para ser uma grande nação. Faltam homens que tenham o comprometimento com o país, e não com grupos políticos. A partir desse principio, comecei a me preparar para ter chances para ser o melhor presidente que este povo já teve.

Quais devem ser as prioridades da campanha?

O pessoal fala muito em economia, mas o que é a economia perto da violência? O país não tem economia.

 

Não é simplista tratar a crise econômica dessa forma?

Eu estou te dando o bê-á-bá, o que será o alicerce do meu programa. Olha o [Henrique] Meirelles [ministro da Fazenda]. O Meirelles participou do Banco Central do Lula, e estamos nesse caos. Eu que sou o simplista aqui?

 

Seus adversários o acusam de aventureiro.

Esses caras querem me desqualificar. Já cansaram de me chamar de fascista, racista, homofóbico e xenófobo. Cansaram. Agora vão me chamar de aventureiro? O que foi a Dilma? A Dilma foi um poste do Lula. Qual era a bagagem cultural do próprio Lula quando ele se candidatou à Presidência? O pessoal tem que respeitar a vontade popular. Eu sou aquele sobre quem eles menos têm coisas para falar, nem partido eu tenho.

O senhor acha que tem chance de vencer disputando por um partido nanico e com pouco tempo de TV?

As mídias sociais terão um papel muito forte nessas eleições. Felizmente tenho muitos apoiadores nas redes sociais. Nenhum outro candidato tem tanta gente boa apoiando e compartilhando nossos ideais.

Como fica o cenário eleitoral caso o ex-presidente Lula seja impedido de concorrer à Presidência?

Não estou preocupado com ele. Lula que se preocupe com os problemas dele. Problemas não faltam pra ele. Me preocupo com o Brasil. Quero o melhor pra minha gente. O que é certo é que eu tomei uma decisão, não sou mais candidato a deputado federal. Não posso ficar preocupado se alguém vai se dar mal ou será atingido por algo imprevisto. Quero a oportunidade de trabalhar para o Brasil. Só isso…

Mas o fato de não haver uma candidatura do Lula não muda em nada sua estratégia?

Vejo que a campanha de alguns candidatos é bater no Lula, mas resolveram bater no Lula depois que ele caiu em desgraça. Eu duvido que eles não soubessem o que estava sendo feito em Brasília antes. Eu bato no Lula e na Esquerda, desde 1970, nas matas do Vale do Ribeira, quando tinha 15 anos e participei com o Exército da caça ao [guerrilheiro Carlos] Lamarca. Bato nesse pessoal há muito tempo, sei quais são os seus propósitos. Eles querem nos transformar em uma grande pátria bolivariana.

Essa polarização não prejudica o debate sobre o país?

Vejo que a família é a célula da sociedade, e tenho para mim a defesa da família e da criança na sala de aula, isso pesa a meu favor. Até pouco tempo era palavrão, agora passou a ser bem-visto. Mas tem muita gente que está posando de direita e não passa de um esquerdinha fantasiado.

É possível que simpatizantes de políticos de matizes ideológicos se juntem para derrotá-lo?

Malandro, qual é a tua? Todos os políticos são iguais, todo mundo é de esquerda. Os matizes são de quem rouba mais ou menos. Em questão de ideologia, eles são todos iguais. Eu sou diferente deles.

Se o senhor for derrotado, o que fará depois das eleições?

Se tivermos em 2019 um governo que seja do PT, do PSDB ou do PMDB, acho que vai ser difícil eu permanecer no Brasil, porque a questão ideológica é tão ou mais grave do que a corrupção.

E para onde o senhor iria?

Não tenho cidadania ainda, mas a minha origem é italiana.

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