Criança de sete anos não encontra as características físicas da mãe em uma atividade escolar e sua mãe dá uma lição de Ética na escola da filha. Esta lição merece ser lida e compartilhada em todas as redes sociais.

Para Mari, uma menina de sete anos que estuda em uma escola privada no bairro carioca da Pavuna, sua mãe é “amorosa”, “bonita”, “legal” e “forte”. Mas, na mesma atividade escolar em que a criança precisou descrever a mãe com suas palavras, as opções para retratá-la fisicamente traziam adjetivos como “alta”, “baixa”, “loira”, “morena” e “ruiva”. A antropóloga Marisa Santana, de 38 anos, mãe de Mari, resolveu então adicionar à mão uma opção que estava faltando: “negra”.

acabe com dores

No Facebook, Marisa compartilhou uma imagem da tarefa e um texto sobre a atividade escolar, feita na semana passada. A postagem foi compartilhada mais de 1,5 mil vezes.

“Este é o exercício da Mari na escola. A atividade era destacar as características da mãe. Dentre as características físicas tem morena, loira e ruiva”, escreveu a antropóloga.

“Depois somos nós que vemos racismo em tudo. À propósito, se a nossa característica não está dentre as listadas, a gente vai lá e coloca”, completou.

Segundo Marisa, ela escreveu uma mensagem na agenda da filha atentando para a falta de opções como “negra” e “gorda” para a professora, que se desculpou e agradeceu pela indicação.

“Eu até brinquei: será que tem tantas ruivas na Pavuna? Diferente de muitas pessoas que estão reagindo mal no meu perfil e escrevendo mensagens me chamando de vitimista, foi muito bacana a resposta da professora”, conta.

“Quando cheguei em casa e vi a tarefa [que pedia para as crianças descreverem as mães], questionei à Mari: você acha que ficou faltando algo? Ela respondeu: ‘Não tem pretinha'”, lembra a antropóloga, acrescentando que a menina já lida bem com outras crianças que implicam com o seu cabelo black power. “Quando lembro da minha vida escolar, reparo o racismo que moldava o esquecimento dos estudantes nas sutilezas. Por exemplo, o passar a mãe na cabeça: quem são as crianças que as professoras escolhem para fazer afagos? Nunca são as negras”.

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